O Que
devemos fazer para que as práticas deem resultados positivos
Hoje vamos ver este tema, pela razão de que tudo o que nós
fazemos aqui é de tipo prático. O fundamental é aprender a
dominar as práticas e colocá-las a limpo, como dizem.
Nas práticas de desdobramento, por exemplo, a maioria das
pessoas está fracassando, como que não começaram. Nas práticas
de meditação, o mesmo. Da prática de retrospectiva, nem falar.
Só de vez em quando se vê algum aluno que esta tirando as
práticas a limpo. Então, em razão a isso, entra esta conferência
no temário. Isto é para que tenhamos em claro os distintos
elementos que nos podem levar ao fracasso quando uma pessoa
tenta fazer uma prática qualquer.
Todas as práticas, pois, dão resultados positivos,
indubitavelmente. O importante é que um chegue a fazer a prática
na disposição de ânimo que se requer para isto.
Primeiro aspecto do fracasso:
Um dos aspectos pelos quais as práticas fracassam é a FALTA
DE CONCENTRAÇÃO.
Normalmente, a maioria das pessoas não dá a importância que se
merece à concentração. A Concentração é um poder terrível.
Estamos concentrados quando a Consciência está centrada na ação.
Se nossa Consciência é nosso Deus particular, se imaginarão que
esse nunca fracassa. Se uma pessoa centra a sua Consciência no
que esta fazendo, se não se distrai, se não se dissipa, de fato
tem poder. E a Concentração é o maior poder ao que a pessoa pode
aspirar ter. Assim não o vejamos ainda, assim não o temos
analisado, mais na frente nos iremos dando conta de que é um
poder muito grande que pode desenvolver o homem. Uma pessoa com
concentração logra coisas maravilhosas.
Pode, por exemplo, atravessar uma pedra caminhando, passar pelo
interior e sair do outro lado de uma parede, etc.
Então, o importante seria aprender a centrar a Consciência no
que estamos fazendo. O grave está em que a maioria dos seres
humanos não sabemos nos concentrar. Acreditamos que nos
concentramos por que desenvolvemos certos trabalhos de maneira
aparentemente judiciosa, porém, não estamos realmente
concentrados.
Se a pessoa quer começar a desenvolver a Concentração, tem que
começar a por atenção em uma tarefa muito fácil: ver o que é o
que faz no dia; Coisa por coisa, serve ir anotando, para ser
mais consciente. O dia que logremos fazer essa coisa
concentrados será um êxito.
Então, o primeiro labor do dia, o segundo, o terceiro, o quarto,
o quinto, o sexto, o sétimo, etc., etc., e assim todas as coisas,
uma atrás da outra. Indubitavelmente, a primeira coisa do dia
será despertar-se, regressar do corpo astral ao corpo físico. E
tem que aprender a fazê-lo como um trabalho consciente, centrar
a Consciência desde esse mesmo instante para poder recordar
todos os sonhos. Mantralizar e trazer todos os filmes do que
fizemos no mundo astral. E assim estaria, todos os dias,
despertando-se conscientemente, recordando.
O segundo trabalho seria anotar cada um dos distintos sonhos que
se teve. O terceiro levantar-se para sair da cama.
Indubitavelmente, um trabalhador ordenado, o primeiro que fara
será comprovar em que dimensão se encontra. Talvez esteja ainda
na quinta dimensão e acredita estar na terceira dimensão. Deverá
dar um saltinho com o desejo de flutuar para ver se ainda esta
na quinta. Sigamos, o quarto será esticar-se, o quinto será
desvestir-se ou ir até o banheiro, chegar até a pia, lavar o
rosto, escovar os dentes, higienizar-se ou se vai tomar banho,
entrar na ducha, ajustar a água, que esteja quente, etc., fechar
a porta da ducha, ensaboar-se, enxaguar-se, secar-se e assim
sucessivamente.
Vocês nem se imaginam o número de tarefas que se fazem no dia, e
todas mecanicamente. Temos que chegar a fazê-las
conscientemente, concentrados, com nossa Consciência centrada no
que estamos fazendo a cada um destes instantes, para poder
dar-nos conta de cada um destes eus que intervém em cada tarefa
do dia.
Então, se pode lutar todos os dias, desde que se levanta por
estar concentrado, por viver o instante, por não distrair-se,
por não permitir que a Consciência vá dar um passeio quem sabe
onde. Ou se dorme definitivamente e estamos todo o dia como
zombie, caminhando na rua, falando com as pessoas, lutando,
discutindo, perguntando preços, etc. e pela noite quando
voltarmos para casa nos perguntam "O que você fez hoje?"
respondemos "Não sei!". E isto acontece, por que estamos tão
dormidos que não nos lembramos nem sequer do que temos feito no
dia. A este ponto se chega.
Quando uma pessoa já é consciente de cada passo destes, toma
banho, por exemplo, e descobre os elementos que lhe põem
conflito. Começa a dar-se conta de por que na vida diária
existem
tantas indecisões e outras coisas similares.
Se a pessoa já tem um programa de atividades para o dia, vai ao
que tem que fazer, e não permite que chegue nenhum pensamento
que não tenha nada que ver com o que corresponde a essa tarefa. A
luta está nisso. A Consciência irá despertando e cada vez terá
mais Concentração. Por exemplo: uma pessoa está fazendo a tarefa
número três e resulta que vai se encontrar com fulana na tarefa
doze, e está tão emocionada que na tarefa três está pensando
nela. Conclusão: está dormida.
Necessariamente tem que estar centrada no que está fazendo na
tarefa. Se estiver pensando nela, pois, está no futuro, e não
está vivendo o presente, não está vivendo o instante. E se não
está vivendo o presente não pode estar concentrado. O mesmo
acontece quando a pessoa está em uma reunião com alguém e está
pensando em um problema que ocorreu na tarefa anterior. Essa
pessoa não está vivendo o instante. De fato, está descentrada, e
tem que fazer esforços por concentrar-se.
Vocês vão notar algo muito interessante. Quando a pessoa faz uma
tarefa concentrada, essa tarefa se simplifica e se comprime, e
se torna muito fácil de fazer e agradável, deliciosa. A tarefa
mais elementar, lavar as xícaras de café, se sente muito
agradável, se estiver concentrado, por que se está centrado no
que se está fazendo.
Porém, que acontece quando se está lavando as xícaras de café?
Descobre-se que tem eus que dizem: "que cansativo!, seria melhor
que outro faça isto", "Porque deixaram assim as xícaras de
café?". E começamos uma luta interior entre os distintos eus que
não permitem que estejamos concentrados.
Se começamos a dar-nos conta disso poderemos aplicar o processo
de morte em marcha. A cada um destes detalhes que vão aparecendo
vamos pendindo morte. Vejam que quem tem o hábito de estar
tomando o café da manhã e pensando na reunião com o gerente,
está dormido.
Que diriam vocês deste exemplo?: Vou fazer uma determinada
tarefa no trabalho. Entro no escritório, sento, imediatamente
digo à secretária: "traga-me um café". Aos cinco minutos de que
me trouxe o café entra uma ligação, começo a falar com fulano.
Já são as nove da manhã e não começamos a tarefa. Depois chega a
secretária, se senta e começa a contar o problema que teve com
seu esposo. Depois outra coisa e já, são as onze, e não tenho
feita a tarefa. E a todo o mundo digo que estou fazendo a
tarefa.
De repente, num determinado momento penso: "a tarefa!". A
secretaria diz: "entrou uma ligação de tal! e lhe respondo: "não
atendo a ninguém até que acabe com a tarefa". "Quer café?“, "
Não tomo café enquanto estiver preparando a tarefa". "Nada
disso, estou aqui."
Que acontece? Um se concentra tão intensamente que em minutos
acaba a tarefa. O erro está em andar borboleteando e dando
voltas no que nada tem que fazer. Se a pessoa se concentra o
logra.
Se começamos desde agora a lutar, vocês se darão conta de algo
muito simpático. Chega a pessoa ao trabalho e as tarefas se
tornam curtas, e a pessoa termina em pouco tempo, por que a fez
com disciplina.
A pessoa que diz, levanto-me, tomo banho, arrumo a cama, me
visto, preparo o lanche, organizo isto, tomo o café da manhã,
vou embora, faço isto, chego até esta parte, faço aquilo, etc.,
essa pessoa vai programada, vai fazendo coisa por coisa e as vai
fazendo centrada.
Resultado: com oitenta ou noventa tarefas as conclui todas.
Porém o que não está programado. que faz?. "Vou fazer isto
primeiro. Não, melhor faço aquilo. Não, melhor isto para amanhã...Conclusão:
o dia terminou e não fez nada, por que não tem uma disciplina.
Não está aplicando a Concentração no que se está fazendo.
Conclusão: fracasso.
Se vocês se concentram ordenadamente em cada atividade, por
simples que seja, descobrirão algo: Tem tarefas que nos agradam
e tem tarefas que não nos agradam. Estão de acordo?.
As tarefas que nos agradam as fazemos rapidamente por que nos
agradam, porém, as tarefas que não nos agradam sempre as
postergamos. Porém, por que nos desagrada determinada tarefa?
Será que não sabemos bem como faze-la? Será que tem alguns eus
que obstaculizam o desenvolvimento desta tarefa?.
Se observarmos, a mesma palavra Consciência quer dizer CON, que
é mais, e CIENCIA, que é sabedoria; Então, é o Ser quem nos vai
dizendo, a vozinha nos vai falando, faça assim. E o vamos
aperfeiçoando em uma forma tal que cada dia nos agrada mais essa
tarefa. E chega o dia em que a tarefa mais difícil a fazemos
perfeita.
Sentimos agrado por que a fazemos perfeita, então, queremos que
venham outras tarefas. Tornamo-nos pessoas preparadas para
enfrentar compromissos difíceis.
Porém, vejam vocês o que acontece quando se faz com má vontade,
com tédio: "Tenho que vestir-me". Prestem atenção a essas
palavras: "Tenho que".
"Tenho que lanchar". De fato, ai há uma resistência, uma
oposição, que torna muito difícil a tarefa. Porém, se vocês
estiverem em vigília descobrem essa resistência e a matam. Já
não é: "tenho que", senão: "quero vestir-me", "quero lanchar".
Não é tenho, de má vontade.
Se compreendem isso, começaram a descobrir tudo. O dia que o
identifica, descobre que estar centrado é o mais agradável do
mundo. Poderia uma pessoa ir pela rua, centrada, meditando, como
o faz um Mestre.
Quando uma pessoa não pensa se manifesta o próprio Intimo de
momento em momento. E pode escutar a voz do coração. Porém, se
está a toda hora com o batalhar do pensamento vai sofrendo onde
quer vá. Porque não está centrada no que se está fazendo.
Se entenderem isto e põem em prática a Concentração, ao cabo de
uns anos, saberão concentrar-se perfeitamente em cada tarefa que
façam. Ou seja, não estamos falando que em uma semana, nem um
mês, nem um ano, senão que através da luta, cedo ou tarde,
saberemos usar isso que se chama Concentração, e nenhuma prática
vai fracassar.
Se aproveitamos essa concentração para ir suplicando à Mãe
Divina que elimine cada um destes detalhes que tentam tirar a
Concentração avançaremos na morte Psicológica.
Se falamos "vamos relaxar-nos", então começamos a relaxar o
corpo e nos relaxamos; Se digo: "vou a estar em vigília todo o
dia", todo o dia estou em vigília, por que sei concentrar-me.
Se estou trabalhando na morte, estou trabalhando na morte. Se eu
for meditar, medito. Se eu for colocar meu corpo em estado
Jinas, o coloco. Se eu for fazer uma retrospectiva, para
recordar uma vida passada, a faço e nunca fracasso.
O fracasso é colocado pela distração. Quando a pessoa se
acostuma a fazer as coisas sem distração sempre triunfa no que
está fazendo. Então, aí está o primeiro ponto. Aprender a ter
Concentração.
Segundo aspecto de fracasso:
A FALTA
DE FÉ. O que é não ter fé? Duvidar, e a dúvida sempre o leva
ao fracasso. O que é ter fé? Saber, ter a certeza.
É diferente saber que crer. A pessoa pode acreditar que pode
fazer muitas coisas. Por exemplo, eu posso acreditar que posso
voar, porém, se não voei, indubitavelmente não voarei. Posso
ficar todo o dia adejando e não despego. Certo? Porém quando eu
sei como voar, despego. Ai esta a diferença.
Então, para ter fé, se necessita vencer algo que se chama a
dúvida. O que nos faz duvidar? Indubitavelmente, uma só coisa:
estar a toda hora com a imaginação mecânica dizendo: "Será que
sim?".
Se, a alguém, lhe diz faça os passos: 1, 2, 3, 4, e 5, tem que
fazer o passos: 1, o 2, o 3, o 4 e o 5. Porém, começa a
imaginação mecânica, a duvidar. Indubitavelmente, quando entra a
dúvida aparece uma coisa que se chama fracasso.
Tão logo se duvida sobre se conseguirá essa prática,
imediatamente começará a vacilar. O que acontece com a maioria
dos alunos.
“Será que esse maluco ai, nos está enganando?" "Será que retorno
ao corpo físico depois desta prática?" "Será que é assim?" E
começam com as dúvidas: "Será?".
E perguntar "será" é suspeitar que não vai poder. Isto é o que o
leva a fracassar.
Devemos começar com certa segurança no trabalho. Se lhe falaram
"façamos os passos 1, 2, 3, 4, e 5". Pois, façamos os passos 1,
2, 3, 4, e 5 e vejamos o que aparece. No momento em que estamos
fazendo, estando centrados, vejamos que incide em cada passo e
corrijamos o que aparece. Indubitavelmente, como resultado
aparecerá o de sempre, a crua realidade dos fatos.
Quando alguém já não duvida, não deixa atuar o Diabo que o
convença. Quando um vence a dúvida imediatamente faz e surge a
sabedoria, a fé no que se está fazendo. E depois não volta a
duvidar jamais.
Está bem que uma pessoa que não tenha desdobrado conscientemente
duvide do desdobramento. Porém, uma pessoa que já se desdobrou
conscientemente, averiguou, verificou, investigou, não tem nada
que duvidar. Simplesmente aplica e tem seus resultados.
Dizia o Mestre que tem quatro normas no trabalho esotérico.
Estes quatro passos é bom que todos os anotem e os tenham
presentes.
1 - ANELAR: O que é anelar? É desejar. Se vocês vão
desdobrar-se tem que desejar fazé-lo. Se não querem
desdobrar-se, para que fazem a prática? Primeiro tem que desejar
e querer. E desejar é anelar. E querer não é outra coisa que
imaginar.
2 - O
segundo passo é OUSAR:
O que é ousar? Começar a fazer. Ou seja, "vou desdobrar-me" é o
desejo de desdobrar-se. Certo? Porém, já começar a desdobrar-se
é ousar, começar, atrever-se. E começar a trabalhar com a
vontade em algo que se deseja fazer. Estar centrado no que se
deseja fazer. Se entenderam isso terão dado um passo muito
importante.
3 - FAZER: Indubitavelmente, quem começa a fazer, em
algum momento termina de fazê-lo. Isto tem começo e tem final.
Vocês começaram a fazer uma tarefa, por que aqui já começaram, e
de um momento para outro, o fizeram. Porém lembrem-se sempre,
quem faz é o Ser, a Consciência, e o que atua é o Eu. Uma coisa
é atuar e outra coisa é fazer. Aqui estamos dizendo fazer, que é
do Ser. Então aqui está a Vontade, e aqui está o fazer.
4 - CALAR: Se nós não calamos, começamos no outro dia
como um papagaio: "Ah! me fiz uma desdobrada, e nisso durei oito
horas ai metido, e investiguei a vida até de São Macanuto". E
aqui, e acolá. E que acontece? Aos dois dias chega a polícia
interiormente: "venha cavalheiro", e nos metem lá em um
calabouço, por estar de fofoqueiro, mexeriqueiro.
Temos que saber, que aqui, pensamos em auto-realizar-nos, e
auto-realizar-nos é o contrário de falar. É aprender a calar, a
guardar silêncio.
Então, veem que fulano, em astral, está pretendendo a
mengana, ficam calados; comam calados, em todos os casos.
Ninguém pode falar do que vê em astral, porque o deixará de ver
ou torna-se mago negro. E logo coloca um consultório de
clarividência e outra série de coisas.
Porém se a pessoa sabe calar todos os dias se desdobra, todos os
dias vê, todos os dias investiga, todos os dias muda, todos os
dias mata eus, faz coisas como tem que ser; porém, se fala não o
deixam ser. Por isso é que cada um de nós se põe suas próprias
limitações, por que ao princípio nos sentimos orgulhosos das
coisas que fazemos. Tão pronto conseguem a primeira prática, ai
fica.
Uma pessoa que faz, sabe. E se sabe já não volta a duvidar. Já
tem fé no que faz, Tem vencido a ignorância, vencido a dúvida, e
tem logrado a fé.
Terceiro aspecto de fracasso:
Algo que é importante que trabalhemos desde agora é O
TEMOR.
O Temor torna todo o mundo impotente e incapaz. Quando uma
pessoa tem medo não faz. Esta é a força contrária ao Amor, que
esta nas Obras. O Temor castra a todo o mundo. Vejamos exemplos
específicos:
Imaginemos que em um edifício que esta lá, vamos colocar uma
prancha temperada de ferro até aqui, a quinze centímetros de
altura. Colocaremos também, um corrimão e um tapete para que
fique bem segura.
De ai, a quinze centímetros de altura do piso, sobre essa
prancha de aço bem temperada, irá avançando um por um de nós
segurando o corrimão, caminhando sobre o tapete. Algum imagina
que não pode. Todos podem? Tem alguém que acha não poder?
Vamos fazer a mesma tarefa, porém a cem metros de altura. Vamos
subir a mesma prancha, vamos colocá-la, temperada, com seu
tapete e tudo. Logo dizemos a cada um de vocês: "vai você!"·,
Você passaria?. E assim, se darão conta de que não vão passar
nem um só. Por quê? Porque imediatamente a imaginação nos mete
temor, medo. E se não fica resolvido nosso temor, enquanto a
imaginação não resolva, a vontade não trabalha.
Enquanto vocês não resolvam seus medos, não poderão
desdobrar-se, não poderão meditar, porque não lhes vai funcionar
a vontade, que é a que os leva para fazer. É importante
compreender isso.
Quarto aspecto de fracasso:
O quarto é muito importante: O
OBJETIVO:
Indubitavelmente, se vocês têm lido sobre o segredo do êxito,
saberão que quando se tem um objetivo nunca fracassa.
Porém, quando não se tem objetivo é um vago.
Por exemplo: vou sair de casa, porém não sei para onde ir, se
vou para cima ou para baixo. E quando chego à esquina e decido
tomar um dos dois caminhos, não sei se vou para o norte ou o sul.
Certo? Porque não tenho um objetivo, não tenho rumo, não sei
para onde ir.
Ensinam os expertos que de 10.000 barcos que saem do porto com
um objetivo determinado, 10.000 triunfam, ou seja, sempre chegam
ao destino. Porém, imaginemos um barco carregado com toda a
tripulação, os víveres e tudo. Dizem ao Capitão: "partimos?", "Sim
partimos". E perguntam: "para onde?", "Não sei, Não sei ainda."
Então; Que acontece? A tripulação começa: "Vamos para Paris", "Não,
melhor saímos para Alemanha", outro dirá: "Não melhor vamos para
Nova York", e assim sucessivamente. Logo, toda a tripulação põe
a disputar e nada se faz. Por quê? Porque não tem objetivo.
Isso acontece exatamente a nós. Quando alguém diz: "Vou esta
noite a investigar isto, isto e aquilo". Falar com determinado
mestre, ir a determinada cidade, investigar, encontrar a fulano,
buscar um mineral que está enterrado que o vou tirar, etc. O que
seja, porém, um objetivo determinado. Ai sempre teremos sucesso,
porque o sucesso é o objetivo.
Então, nem bem me desdobro, partimos para onde vamos e não
perdemos o tempo. O grave é estar um por ai, passarinhando. Não
saber para onde vai nem de onde vem.
Sempre temos que ter um objetivo, ir ao Tribunal, investigar
como está determinado negócio, fazer um translado de fundos,
falar com determinado mestre, investigar sobre determinado
agregado psicológico, etc. Ter um rumo determinado, lembrem-se
sempre.
Por isso, quando se está fazendo a prática de relaxamento,
falamos: Qual é o objetivo que vamos cumprir tão logo nos
desdobremos? Qual é o objetivo de ir buscar a determinado mestre?
Tenho que saber o que é o que lhe perguntarei: vou perguntar
qualquer coisa ou simplesmente lhe direi, como vai? Que tem
feito? Como fazem no plano físico todos. Para que lhe atualizem
a história pessoal. Sempre que se tem um objetivo deve ser
determinado, fixo.
Então, estudemos um pouco em que estamos falhando nestes quatro
pontos, se está falhando a Concentração; Se temos fé; Se
encontramos Eus do Temor, pedimos para a Mãe Divina que os
elimine. E finalmente colocamos um objetivo. Com isto não se
pode fracassar.
